sábado, 13 de novembro de 2010

Introdução

Lembro-me muito bem daquele dia. Subimos as escadarias e Lewas foi ordenada que nos deixasse sozinhos. Entrando por um corredor ornamentado com armaduras verdes e lamparinas luxuosas nas paredes chegamos à uma sala onde as batidas dos incontáveis relógios preenchiam o ambiente.
Do bolso, tirou um lenço que envolvia um par de anéis, os quais foram postos simetricamente em cada mão. Um som agudo foi ouvido e um dos relógios abriu-se revelando uma passagem. Entramos, e a porta se fechou. A penumbra era desconfortável aos olhos. As paredes começaram a vibrar e o barulho das correntes tomava o lugar dos estalos dos relógios.
Descemos pelo elevador á uma câmara no subsolo onde havia um pentagrama enorme em vermelho.
Era circular, forrada por pedras. Grandes Canos saíam das paredes, derramando agua que se empoçava num aspecto límpido.
Erguendo a mão direita, disparou pequenas encarnações de fogo de cada dedo, acendendo as velas que fechavam cada ponta do pentagrama.
Comigo no meio, ele iniciou uma espécie de ritual. A Agua que caía dos canos subiu pela parede e começava a se encontrar no centro, exatamente sobre mim. As pedras ao chão começaram a se reorganizar, desfazendo o pentagrama e formando um novo símbolo.
Naquele dia, um pouco de conhecimento foi a mim entregue. A tinta do símbolo que se formara ao chão subiu por meus pés e correu até que atingisse o meu ombro direito, redesenhando-se.
 Subimos de volta à sala dos relógios e prosseguimos por outra saída até uma biblioteca onde me mostrou alguns livros.
Falavam sobre as manifestações divinas, as quais refletiam as ações praticadas no mundo dos homens. Experiências mostravam que ao se agredir a natureza, criaturas enormes como animais nasceriam naquele local para protegê-lo. O mesmo acontecia nos mares e oceanos. Ações individuais também implicariam em surgimento tanto de criaturas celestes quanto demoníacas.
Andamos mais um pouco e outro livro me foi apresentado.
Contava sobre os Alfas: criações de uma entidade neutra que objetivava a manutenção da neutralidade do planeta. Seu objetivo consistia em atuar em ambos os lados, bem e mau, evitando uma guerra de proporções épicas. Esses moderadores eram seres fisicamente imortais que faziam uso dos elementos da natureza para se reconstituir no caso de óbito. Entretanto, sua memoria ficava exposta no leito de morte, podendo implicar no aprisionamento da alma.
Os dias se passavam enquanto devorava livros na imensa biblioteca, supervisionado pelo anfitrião cujo nome não pode ser revelado.
Durante os últimos dias de minha estadia, o mestre me contara a respeito das constantes manifestações de animais atrozes em todos os lugares do planeta e de minha natureza Alfa. Era um percurso muito difícil, de escolhas impossíveis, desaconselhado pelo mestre, entretanto, uma necessidade do mundo.
Antes de sair, depois de muito tempo dentro da mansão, me entregou uma espada de lamina fina e longa com meu nome gravado em Kanjis: “Junto”. Apontou para o relógio que estava no alto da parede, sobre o grande portão de madeira que uma vez entrara. Marcava exatamente uma hora da tarde, seria esse o meu número indicativo, disse ele.  
 Depois de aproximadamente três a quatro meses vivendo com aquele misterioso homem, adquiri certa taciturnidade, dessa forma, sem olhares de despedida, apenas abri a porta e saí.

3 comentários:

  1. Ihuu...ta ficando boom!
    Só quero ver onde vai parar..

    Aguardo o próximo..=D

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  2. Oh menino sem coração... Nem se despediu, aff
    Eim pô, o ritual que ele fez foi pra que? não entendi. (vai ter a resposta nos próximos posts?)


    Melhor post até agora. Tá interessante!

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  3. Muitoo bom!
    mas ainda espero o romance =D
    (PS: eu ñ vou desistir)

    Esperando o próximo...

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