Trajava um colete preto e justo com a cintura marcada sob um longo casaco ornamentado com detalhes em dourado. As pernas, cobertas por uma calça preta e uma bota de cano longo com salto. Herança do mentor.
Prestes a atravessar os muros de Nova Belzee escutei uma voz familiar gritando à plenos pulmões. Era Lewas, cobrando uma espécie de gratitude de maneira inconvencional. Vestida em uma armadura verde e pesada que escondia as belas curvas que se acentuavam na adolescência latente, contava-me sobre sua graduação na trigésima quarta cavalaria da cidade. Conversamos por alguns minutos a respeito da minha estadia na casa do meu mestre e as dificuldades do exames probatórios da cavalaria. Um vinculo de amizade formara-se alí.
O dever à chamava, despediu-se de mim com um belo sorriso no rosto, clamando que eu não esperasse que ela estivesse sempre ali para me salvar. Com um assovio, chamou a sua montaria: um cavalo marrom, protegido por placas metálicas distribuídas em pontos estratégicos.
O cavalo empinou e partiu enquanto ela despedia-se aos berros em sua maneira descontraída de ser.
O céu continuava cinzento e sem vestígios de sol, entretanto, pouca probabilidade de chuva.
Continuei meu caminho saindo de Nova Belzee. Já atravessara os muros que protegiam a cidade da extensão da floresta que uma vez estivera. Aos poucos, o barulho do metabolismo da cidade dava lugar à tranquilidade da floresta. Pássaros cantando em sincronia com o coaxar dos sapos que habitavam a floresta úmida.
A trilha passava por entre arvores, rios e pequenas poças de lama. As folhas verdes transpiravam um odor agradável, úmido, sem igual.
Rumava a Idaimar, cidade que alojava-se a beira das veredas que rasgavam a floresta e algumas planícies adjacentes, seguindo as instruções do mestre a respeito de uma estranha incidência de suicídios na região.
Andava distraído, imaginando que tipo de situação poderia encarar, seja enfrentar uma criatura horrenda ou cometer um assassinato, dessa forma, não percebi que a frondosa floresta havia dado lugar a uma vegetação seca de troncos retorcidos. O céu, tomado por nuvens incrivelmente cinzentas. O vento vinha de encontro com meu rosto, carregado com poeira e folhas secas.
Um singelo declive deixou à mostra a cidade com uma aparência abandonada. Nas proximidades da cidade, segurei firme a espada embainhada pendurada em minha cintura enquanto aguçava os meus sentidos.
A cidade não possuía guardas ou muros, apenas um portal de madeira com o seu nome gravado numa placa de madeira que balançava ao vento. Os arredores, desprovidos de vida transpiravam um sentimento frio, triste... Melancólico.
massa demais sô...
ResponderExcluirvamo ver onde vai parar...
o/
Enredo tá ótimo!
ResponderExcluirNão leva a mal o que eu disse pls, kkk
Eim pô, desenvolve mais depressa a história *-*
Continua viu,para nao!
moss... sou tua fã =D
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