Em seus braços, Junto segurava a jovem desacordada cujo rosto trazia uma expressão serena, contrapondo todo o tormento que havia passado agora pouco.
O dia já raiava, e os dois permaneciam imóveis a beira do charco. Sem saber exatamente o que fazer, Junto se pôs a examinar um mapa que Decker trazia preso as vestes. Rasurado com cálculos trigonométricos e anotações, o mapa exibia uma vista panorâmica de toda a região. Logo à frente, há algumas léguas de distancia, havia uma montanha íngreme em destaque, um lugar que provavelmente acharia ajuda.
Cobriu a moça com alguns panos e a pos junto com suas bolsas nas costas. Com tanta carga, se moveria metade do normal em um dia, mas seriam capazes de chegar em alguns dias ao objetivo.
Enquanto se esgueirava por entre as arvores, na periferia do pentágono verde. Junto por vezes se via a deriva, tragado em pensamentos avulsos trazidos pelas feições da moça em atrito com suas costas. Afinal, era um rapaz na flor da idade, e, por mais que tivesse passado por uma fase não muito convencional na vida, continuava sendo um jovem de 59 toruns.
Esse pequeno percurso que atravessara, embora fosse muito perigoso em alguns momentos, levara Junto a algumas perguntas a respeito de si mesmo e de sua espécie. Quem seria, portanto, o ser que dera origem a sua vida? Era mais um ou o único? Se os alfas eram fisicamente imortais, como afinal os primeiros alfas morreram?
Aos poucos Junto se via mais submerso nessa infinidade de perguntas. O calor e o silencio da floresta proporcionavam as condições ideais para essa reflexão.
Foi então quando uma chuva pesada despencara no terceiro dia de viagem. Os céus rugiam ameaçando com raios e trovões.
Debaixo de uma grande arvore, o rapaz deitara a moça no chão para limpar as feridas, como fizera nos últimos dias. Mesmo diante da beleza impar de Decker, os seus movimentos eram apenas automáticos enquanto pensava a respeito de si mesmo.
Como se tal fosse predestinado, um evento único aconteceu perante aos olhos de Junto. Raios seguidos começaram a alvejar um ponto fixo logo a sua frente. Eram constantes e numerosos. O estrondo muito se assemelhava com uma grande batalha.
Não demorou muito até que esse acontecimento cessasse. O ponto alvo deu lugar a um pequeno buraco estreito. A pequena fumaça oriunda da vegetação que queimava impedia que qualquer coisa fosse vista dentro do orifício.
Assustado, Junto se aproximou vagarosamente e pôs a mão no pequeno buraco. Um objeto rígido de metal pode ser sentido. Do tamanho da mão, Junto tirou um cabo de espada. Muito sujo de terra, Junto expos a cabo à chuva para tirar toda a terra incrustada. Foi quando um ultimo raio acertou o objeto metálico correndo por todo o seu corpo.
Heey querido amigo, passando aqui...
ResponderExcluirBom, a história, o enredo, a escrita, estão ótimos como sempre tem sido. Não sei, mas acho que talvez, o mundo tibianesco deveria ser deixado, se aventure em algo novoO \o/!
Sim... voltando a história, quis por um momento que Decker tivesse morrido, daria mais emoção, mas enfim, tudo bem :D
Li toda. Realmente boa.
Até a vista. Açaí? ahh, tu não gosta, deixa pra lá kk. Beijoo :*