À medida que adentrávamos mais e mais, começamos a achar heróis: guerreiros enviados para achar uma princesa chamada Lumelia e acabaram loucos e violentos nessa busca. Esses corredores e salões estavam ficando lotados de criaturas violentas. Em algum ponto no sexto andar, achamos um salão com uma escadaria que levava a um andar inferior onde Beholders, Beholders anciões e seus admiradores conversavam numa língua aparentemente composta por apenas números, um código indecifrável. Talvez não quisessem que adquiríssemos o conhecimento que acumularam ao longo de milênios.
Aquela parecia uma batalha digna. Encaramos-nos por alguns segundos, foi o suficiente para saber que usaríamos a tática que desenvolvemos nas ilhas de Svargrond. Como sempre, eu abriria caminho com minha nevasca, abatendo os menores e ferindo os maiores. Em seguida Tarcus, conjuraria sua tempestade elétrica, atingindo novamente os que sobrassem. E Sauck, acabaria com todo o resto com sua espada mágica.
Assim procedeu-se, entretanto, a grande surpresa aguardava no final. Acabado todos os beholderes, o grande chefe veio: Um beholder grotesco. Seu olho central foi costurado, seu crânio, aberto, deixando exposto seu enorme cérebro morto. Atrás dele, uma calda que lembrava os escorpiões, com um ferrão que pingava uma toxina, talvez a mesma que mantém ele entre a vida e a morte, dadas as circunstancias de seu corpo.
Essa aberração dominava com excelência a necromacia, trazendo a “vida” vampiros, lançava rajadas de veneno entre tantas outras magias. Sauck, carregando sua espada encantada, correu em direção ao monstro, ignorando seus lacaios, e desferindo vários golpes naquele corpo mole. Tarcus lançava suas runas mágicas em apoio à guerreira. Eu, cansado da batalha anterior, foquei-me em dar suporte a nossa brava linha de frente.
Em poucos segundos Sauck fatiou a besta e encravou sua lamina no olho costurado, acabando com o equilíbrio entre a vida e a morte em que se encontrava o monstro.
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