quinta-feira, 15 de julho de 2010

Sonhos Flamejantes

E de frente para aqueles dois olhos vermelhos como brasas, eu podia sentir o calor que emanava daquela criatura. Sua expiração vinha carregada com chamas. A pele tão rígida como uma armadura de batalha. Ele me observava soberanamente enquanto eu caminhava a sua volta admirando-o.

Aquele foi um sonho muito intenso, acordei soando, já era dia, mais uma vez eu iria viajar para as planícies da Havoc atrás de aventuras e experiências. Ao sair, fiz uma oração, pois nesse planeta chamado Neptera, todo dia, é um bom dia para se morrer. Lembrei-me das palavras do oráculo quando me perguntou se eu estava pronto para esta vida. Sim, eu estou.

Eu já me aproximava da área onde os ciclopes viviam, podia ver suas casas nas cavernas de pedra. Encontrei alguns outros aventureiros, e segui meu caminho. Após ter dado algumas voltas por aquele lugar, e lutado com algumas dezenas de ciclopes, eventualmente eu fiquei exausto. Procurei um lugar afastado onde haviam apenas algumas vespas. Sentei-me debaixo de uma arvore e ceei.

Estava prestes a tomar meu rumo para casa, pois, já havia arrecadado dos ciclopes derrotados, algumas centenas de moedas de ouro e algumas alabardas quando eu pensei ouvir um barulho semelhante a uma serpente. Vi ao longe que haviam alguns combatentes caso eu precisasse de ajuda. Dei uma ultima polida na caveira que havia na ponta do meu cajado, vesti minha armadura de volta e segurei firme meu escudo.

Tentei seguir a direção de onde eu pensei ter ouvido quando caí em um buraco que estava entre algumas folhas. Ao me levantar, pude sentir um calor penetrando minha armadura, e quando me virei, La estava ele, verde como esmeralda, o dragão.

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