Surrado e exausto, tentava recuperar meu fôlego enquanto observava atenciosamente na espera de encontrar a fonte de tão rara melodia.
Sem que sequer pudesse ouvir o barulho de uma pisada fui surpreendido com alguém segurando meu ombro. Era uma moça magra de feições sutis vestida em roupas de seda. Seu cabelo preto e longo e sua estatura baixa e pele alva transpiravam uma delicadeza harmoniosa realçada por um bandolim dourado de cordas brancas pendurado nas costas.
Em resposta a minha pergunta, respondera que a música que ouvira agora pouco fora interpretada por ela e que ela não pode ser localizada por que era especial.
Ela era falante e extrovertida de certa forma que contrastava sua aparência. Ria bastante, principalmente por meu jeito taciturno adquirido por osmose.
O jeito alegre dela me contagiava, era algo mágico. Por um momento me esqueci de todos os ferimentos... Até que caí.
Acordando lentamente em minha cabana encontrei-me enrolado em bandagens por todo corpo, com uma bacia de água tingida de sangue e uma tigela de com ervas amassadas.
De volta a aquela onda de risos e conversas, recebeu-me de volta ao mundo dos vivos apresentando-se como Decker. Enquanto deitado, ela me contava sua historia e sobre os bardos: músicos que eram capazes de tocar a alma das pessoas.
Agora, ela viajava pelo mundo, atrás de algo que lhe trouxesse inspiração para compor sua obra prima, a compositio maximum, uma música que traria a mais decadente das almas para o caminho da felicidade novamente.
Um dia ou dois ela permaneceu até que eu fosse capaz de cuidar de mim mesmo e, inspirado pelas andanças de Decker, decidi tomar o caminho do mundo novamente. Iria voltar à Nova Belzee para rever o mestre que há um ano não via.
Opa! Valeu pela visita e comentário no Pensotopia.
ResponderExcluirGostei do texto!